Uma das coisas que percebi nas Olímpiadas de Pequim e na última Eurocopa de futebol é a quantidade de "brasileiros" que se naturalizam somente para disputar competições de grande porte por esses países. Sinceramente, acho isso rídiculo. Renatão, Jorge, Cris e Andrezza viraram Geor, Gia, Rvtelo e Saka defendendo a bandeira da Geórgia. Eles não falam a língua desse país, admitem que não foram lá por mais de três vezes, moram no Brasil e não conhecem mais que quatro pessoas que vivem lá. A naturalização foi somente para participar dos Jogos Olímpicos de Pequim. Na Eurocopa, Marcos Aurélio virou Mehmet Aurélio defendendo a seleção da Turquia. Deco, apesar de se dizer corintiano e de toda sua família morar em São Bernardo do Campo, resolveu virar português para jogar pela seleção de Portugal. Detalhe: ele não mora em Portugal já há oito anos e nem pretende morar lá quando se aposentar. Defendo a naturalização de atletas, quando eles realmente adotam o pais pelo qual são naturalizados. Acho isso até bonito. No Brasil, temos o exemplo do ex-tenista Fernando Meligeni, que é argentino de nascimento e brasileiro de coração. No exterior, temos o caso da França que tem vários atletas africanos naturalizados por terem nascidos em ex-colônias francesas e ido muito cedo viver na França. Zidane, um dos maiores jogadores da história da França, nasceu na Argélia, ex-colônia francesa.Mas o mais irritante foi acompanhar o torneio de Tênis de Mesa das Olímpiadas. Foi praticamente um torneio chinês. Teve chinês defendendo a Alemanha, a Argentina, Marrocos, Espanha, Noruega, Nova Zelândia... Realmente, um absurdo.










