Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Where are you from?

Uma das coisas que percebi nas Olímpiadas de Pequim e na última Eurocopa de futebol é a quantidade de "brasileiros" que se naturalizam somente para disputar competições de grande porte por esses países. Sinceramente, acho isso rídiculo. Renatão, Jorge, Cris e Andrezza viraram Geor, Gia, Rvtelo e Saka defendendo a bandeira da Geórgia. Eles não falam a língua desse país, admitem que não foram lá por mais de três vezes, moram no Brasil e não conhecem mais que quatro pessoas que vivem lá. A naturalização foi somente para participar dos Jogos Olímpicos de Pequim. Na Eurocopa, Marcos Aurélio virou Mehmet Aurélio defendendo a seleção da Turquia. Deco, apesar de se dizer corintiano e de toda sua família morar em São Bernardo do Campo, resolveu virar português para jogar pela seleção de Portugal. Detalhe: ele não mora em Portugal já há oito anos e nem pretende morar lá quando se aposentar. Defendo a naturalização de atletas, quando eles realmente adotam o pais pelo qual são naturalizados. Acho isso até bonito. No Brasil, temos o exemplo do ex-tenista Fernando Meligeni, que é argentino de nascimento e brasileiro de coração. No exterior, temos o caso da França que tem vários atletas africanos naturalizados por terem nascidos em ex-colônias francesas e ido muito cedo viver na França. Zidane, um dos maiores jogadores da história da França, nasceu na Argélia, ex-colônia francesa.

Mas o mais irritante foi acompanhar o torneio de Tênis de Mesa das Olímpiadas. Foi praticamente um torneio chinês. Teve chinês defendendo a Alemanha, a Argentina, Marrocos, Espanha, Noruega, Nova Zelândia... Realmente, um absurdo.


Sábado, 16 de Agosto de 2008

Razão e Emoção


Acabei de assistir a conquista da medalha de ouro de César Cielo nos 50 metros livre na Olímpiada de Pequim. Não lembro de ter assistido nenhum competidor ficar tão emocionado nesses Jogos por ter recebido a medalha de ouro. Foi um momento lindo, marcado pela emoção de um atleta que deu o melhor de si e conquistou o seu objetivo. Teve muito discernimento e confiança para dizer que era capaz de ganhar o ouro. Um dos poucos momentos que vi um brasileiro com coragem de dizer que era favorito e que estava lá para ganhar o ouro. Ele não mencionou nenhuma vez os adversários, pois sabia que desse o seu melhor ganharia o ouro.

O mesmo discernimento não podemos dizer da delegação brasileira de natação, do ex-nadador e comentarista da TV Globo Gustavo Borges e do Presidente Lula. A delegação brasileira e Gustavo Borges quebraram o protocolo durante a cerimônia de entrega de medalhas e literalmente invadiram um espaço que não era reservado a eles. Por mais que esse seja um momento inesquecível da natação brasileira achei a atitude um papelão e um arranhão para a imagem de um país que quer sediar uma edição dos Jogos Olímpicos. Por mais que o momento seja emocionante e tenha deixado todos felizes acho que eles teriam que ser mais racionais nesse momento. Já a atitude do Presidente Lula de ligar para o Presidente da CBDA Coaracy Nunes para passar o telefone para Cielo quando este ainda estava na cerimônia da vitória foi outra falta de discernimento muito grave. Na minha visão das coisas, algumas atitudes precisam ser revistas. Com urgência.

Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Uma semana sem óculos

A minha semana foi marcada pela falta dos meus óculos que alguém aqui em casa (que não quis assumir) quebrou. Fiquei bem menos tempo na internet e não consegui estudar direito. Para quem é dependente do uso de lentes corretoras há vinte anos como eu sou, foi uma semana horrível. Dores de cabeça, sensibilidade a luz e muitos incômodos decorrentes da falta dos óculos. Como já estava na época, procurei o meu oftamologista para fazer um exame completo e assim verificar se o grau do meu óculos permaneceria o mesmo. Assim descobri que meu oftamologista desde os tempos de criança tinha falecido há onze meses e a atendente da clínica me encaminhou para outro médico.

Encontrei um médico jovem, estressado, vísivelmente sem preparo para lidar com situações de tensão. Na consulta tinha a necessidade de medir a pressão do olho (foto acima) em que o médico dilata suas pupilas com um colírio que irrita os olhos e até o médico chegar bem perto com o aparelho. No olho direito foi tudo bem. Já na vista esquerda não conseguia ficar com os olhos abertos de tão irritado e o médico perdeu a compostura comigo na quarta tentativa e soltou um "abre a porra desse olho". Fiquei puto e abandonei a consulta e fui direto em outra clínica. Lá o médico fez o mesmo exame rapidamente com tranquilidade e tudo correu bem.

Fiquei pensando o quanto esse médico que me atendeu primeiro é despreparado para a função que exerce. Alguém imagina esse cara fazendo uma cirurgia ou atendendo a uma criança? Fiz minha reclamação na clínica e enviei um e-mail para o CREMERJ relatando o fato. Alguém acha que esse cara será punido?

Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

UERJ: O paraíso dos suicidas!

Frequento a UERJ, onde me formei em Ciências Sociais desde 2002 e me intriga a quantidade de suicídios que acontece no principal campus da universidade que fica no bairro do Maracanã. Em média umas dez pessoas escolhem o campus para ceifar com a própria vida todo ano. O que me deixa mais impressionado é que a maioria das pessoas que se matam por lá nem são alunos da UERJ, nem tem nenhuma ligação com a universidade. Decidem morrer e vão até a UERJ ratificar a decisão. Esse ano tá tão comum os suicídios por lá que na Comunidade da UERJ no Orkut já abriram até um tópico oficial sobre suicídios. Essas notícias dificilmente são divulgadas sob a alegação de não incentivar suicidas em potencial.

As perguntas que não querem calar é: Por que a Reitoria não coloca grades em toda a UERJ para reduzir a incidência de suicídios no campus Maracanã? Por que as pessoas decidem se matar dessa maneira?

É muito desagradável chegar na universidade para estudar e se deparar com essas notícias!


Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Pequim 2008. Começou o espetáculo!!!

Sou fã de esportes de uma maneira geral. E a quantidade de esportes com atletas de alto nível reunidos em uma Olimpíada é um cénário animador para quem gosta de esportes como eu gosto. Por isso torço muito que nesses dias que se seguem o esporte (e não a política internacional) sejam a notícia principal vinda de Pequim. A China como todos sabem (ou deveriam saber) é uma potência econômica com vários problemas políticos internacionais, com um histórico grande de desrespeito aos direitos humanos, é um lugar muito poluido, entre outros tanto problemas. Todo o mundo sabia disso em 2002 quando o COI deu a Pequim o direito de sediar essas Olímpiadas. Todo os países que sediaram Olímpiadas têm seus problemas mas parece que os problemas chineses são amplificados na mídia. Será que é pelo medo que um país do tamanho da China com sua capacidade de se tornar a maior potência mundial produz? Acredito que sim.

Portanto que o esporte seja protagonista nesses dias. Não as notícias ruins que vem de Pequim. Melhorar esse quandro dependem dos chineses. Deixemos eles organizarem bem a festa deles e vamos torcer que resolvam os seus problemas depois. Ninguém resolve problema com visita em casa.

Domingo, 3 de Agosto de 2008

Deu pena...

Já imaginou o cara largar na 3ª colocação e na primeira volta conseguir ultrapassar dois pilotos sendo um (Hamilton) concorrente direto ao título do Mundial de F1, liderar a prova inteira e faltando três voltas para acabar a corrida o cara ver o seu motor estourar? Aconteceu hoje no Grande Prêmio da Hungria!!!! Deu pena do Felipe Massa. Vai ser azarado assim na caixa prego...

Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Não estenda a mão para quem está na pior

O meu post de hoje pode servir de uma lição para muita gente que não resiste a ajudar alguém que está na pior. Quando o lado bom que você tem no seu interior estiver forçando você a fazer isso, resista! Se essa pessoa está numa pior a probabilidade dela própria ser a responsável por isso é, acreditem, muito grande. Vou contar agora o motivo porque a partir de agora, essa é a minha posição.

Sou de uma família de comerciantes do ramo de bares e padarias. O meu pai conquistou tudo o que possui na base de muito esforço, trabalhando duro desde muito cedo para chegar aonde chegou. Pois bem. Há três anos atrás, o meu pai ficou sabendo que um colega dos tempo em que ambos eram garçons na noite estava desempregado, morando numa das mais violentas favelas do Rio de Janeiro e com um filho pequeno para criar. Meu pai deu a ele uma vaga de balconista em uma das padarias, vaga na qual ficou por uns dois anos mostrando-se muito trabalhador. Nesse interim, meu pai conseguiu que esse cara saísse da favela negociando com um conhecido para que fizesse um aluguel barato para ele, além de arrumar um carro usado antigo para que ele pagasse em cinco vezes com prestações camaradas. Eis que surgiu uma vaga de gerente no turno da noite em um bar que é propriedade da minha família. A vaga adivinhem... Foi para esse imprestável. No tempo que esse cara ficou na gerência do bar, ele sumiu com boletos altos e embolsou o dinheiro, simulou um assalto no bar para roubar o que tinha. O bar que era lucrativo passou a ficar devendo e alguns boletos não pagos foram protestados. Quando percebeu que a pressão sobre ele estava grande, ligou para o meu pai dizendo que não trabalhava mais para ele e deixou as chaves no estabelecimento. Isso mesmo, o cara foi embora sem prestar contas e ainda fez uma mudança relâmpago da casa arrumada pelo meu pai para ele morar.

Moral da história: Quando você ver alguém na pior, fudido mesmo, muitas vezes é porque ela está pagando pelos seus pecados. Então não ajude, deixe ela pagar. Não faça mal a essa pessoa mas não mova um mílimetro para ajudá-la. Nesse caso, nós não vamos atrás do prejuízo, mas esse cara vai pagar por isso. Aqui ou no Inferno.